Sempre quis mostrar às pessoas como é fotografar uma prova esportiva no dia a dia. Desde a preparação dos equipamentos que irei utilizar, as roupas escolhidas e até o que levar para comer e se hidratar durante horas de captação das fotos.
Conversando com amigos e colegas de profissão, surgiu a ideia de criar "Um Dia do Fotógrafo", onde abordaria diversos detalhes da nossa rotina em meio às provas esportivas e demais trabalhos.
Inicialmente, pensei em fazer isso por meio de vídeos em timelapse (velocidade aumentada), mostrando tudo. Mas, seguindo dois princípios que levo comigo há algum tempo — "o bom é inimigo do ótimo" e "o feito é parte do caminho para o perfeito" — decidi começar escrevendo. Através das palavras, quero levar a todos uma experiência a mais próxima possível da realidade que vivencio durante o trabalho. E por que não começar com uma prova internacional, renomada e cheia de surpresas?
Então, vamos viver Um Dia do Fotógrafo no Ironman 70.3 Punta del Este, Uruguai.
O planejamento da viagem
O Ironman 70.3 Punta del Este aconteceu no dia 9 de março de 2025, mas a estratégia já começou com a definição do nosso roteiro de ida.
Ah, um detalhe importante! Normalmente, nas provas esportivas, trabalhamos em equipe. No caso do Ironman Punta del Este, somos um time formado por alguns brasileiros e outros uruguaios. Do Brasil, estamos eu, Luiz e Alice — esposa do Luiz, que é coordenador da equipe de fotógrafos do Ironman, proprietário da plataforma TrilhasBr e um grande amigo meu.
Semanas antes, em algumas conversas pelo celular, já começamos a definir o dia e horário da partida. Isso varia a cada ano, dependendo do trajeto, do horário de chegada e dos custos envolvidos. Sempre vamos de carro, e esses detalhes são essenciais.
Moro em Timbó, uma cidadezinha do Vale do Itajaí conhecida como a Pérola do Vale. Um lugar bonito, organizado, aprazível e com cerca de 44 mil habitantes. Para mim, um pedaço do Brasil que dá certo. O Luiz mora em Florianópolis, que dispensa apresentações — a famosa "Ilha da Magia", a 170 quilômetros de onde moro.
Atualmente, meu planejamento de viagem é mais complexo, pois me locomovo exclusivamente de motocicleta.
Definimos que sairíamos às 3h da madrugada do dia 7 de março, sexta-feira. Para isso, eu teria de sair de casa na quinta-feira e pernoitar na casa do Luiz e da Alice.
Preparação dos equipamentos
Tudo começa com a organização do equipamento necessário para a prova, levando em conta o tipo de imagem que quero captar, as distâncias em que fotografarei os atletas e os melhores pontos para isso.
O primeiro passo é verificar as baterias das câmeras e do flash — sempre é bom ter um flash à mão. Carrego as baterias dois dias antes da prova. Em seguida, faço uma boa limpeza nos equipamentos, verificando lentes e sensores.
Já tenho em mente as minhas lentes coringas: a 70-200mm, que permite capturar os atletas a uma boa distância, e a 24-120mm, ideal para quando quero o atleta bem próximo, mas, também consigo pegá-lo mais distante. Tudo isso depende da câmera que usarei. Atualmente, minha Nikon permite alternar entre full frame (sensor maior) e APS-C (sensor menor) com um único botão, o que aumenta bastante o alcance das lentes.
A viagem até Florianópolis
Depois de carregar as baterias e separar os equipamentos, é hora de organizar as roupas para a viagem. Quando viajava de carro, era mais fácil: levava roupas tanto para frio quanto para calor. Em Punta del Este, nunca se sabe se estaremos sob um sol escaldante ou enfrentando vento e frio intensos. Como o espaço na moto é limitado, preciso escolher bem o que levar.
Com tudo pronto, revisamos novamente nosso roteiro de ida e volta. Sempre fazemos uma parada no Chuí para algumas compras — que nem sempre são tão "inhas". Desta vez, no entanto, decidi não comprar nada especial, já que não teria espaço para trazer de volta.
Me programei para sair de casa na quinta-feira, por volta das 11h, mas, como muitas vezes acontece, acabei saindo apenas às 15h, depois de otimizar cada centímetro do baú da moto — digno da organização das embalagens de produtos vindos da China.
A BR-470 estava com bastante vento lateral, o que tornou a pilotagem cansativa, mesmo com uma moto grande. Tenho uma Honda Magna 750, 4 cilindros, uma verdadeira desbravadora de asfalto. Depois desse trecho desconfortável, entrei na BR-101, que, para minha surpresa, estava fluindo bem, até chegar ao costumeiro congestionamento em Itajaí. Passei a andar no corredor, entre carros, ônibus e caminhões parados — algo sempre estressante.
Após a entrada para Brusque, o trânsito melhorou bastante. Cruzei Balneário Camboriú, subi o Morro do Boi e, mais uma vez, contemplei uma das paisagens mais bonitas do litoral catarinense. Por mais que já tenha passado por ali inúmeras vezes, sempre paro por alguns segundos para admirar.
Segui viagem sem problemas até a entrada para Florianópolis, onde enfrentei mais um congestionamento. Andei pelo corredor novamente até a saída da BR-101, rumo à Ilha da Magia. A travessia da ponte Hercílio Luz sempre proporciona um momento especial de contemplação.
Chegando à casa do Luiz, liguei para que ele abrisse o portão da garagem. Ele mora em uma rua muito íngreme, então preciso entrar de uma só vez para não correr o risco de tombar a moto — o que já aconteceu uma vez. Desta vez, tudo correu bem.
Após descarregar a moto, me veio aquele pensamento: "Será que na volta conseguirei encaixar tudo novamente?" Mas logo deixei isso de lado e me envolvi no bate-papo com Luiz e Alice, sempre divertido.
O trajeto até Punta del Este
Para tornar a viagem mais eficiente, decidimos fazer poucas paradas. Ou pelo menos tentamos — já que, no Chuí, as "comprinhas" do casal Luiz e Alice sempre desafiam qualquer planejamento.
Para minimizar as paradas na estrada, passamos no supermercado e compramos lanches, proteínas líquidas, água e refrigerantes. Assim, economizamos tempo e dinheiro.
Na manhã da viagem, acordei no horário combinado, tomei um café rápido e embarcamos no carro, iniciando mais uma trip.
Durante o percurso, os assuntos foram os mais variados: histórias engraçadas, experiências de vida, política e tudo o que rendesse boas risadas.
A primeira grande parada e praticamente a única, foi no Chuí. Já aprendemos que rodar de loja em loja só cansa e que a diferença de preço não compensa o desgaste. Então, focamos em uma única loja de free shop, que tem um ótimo clima de montanha — um alívio diante do calor de 34°C, com sensação térmica de 180°C.
Após as compras, abastecemos o carro ainda no Brasil, evitando os preços altos dos combustíveis no Uruguai, e fizemos a imigração. Importante lembrar: os documentos válidos são o RG (emitido há menos de 10 anos) ou o passaporte.
Imigração feita, seguimos para Punta del Este, curtindo as belas paisagens e registrando muitas fotos para as redes sociais.
Em determinado trecho da viagem, apõs o Chuí há uma parte da estrada, que do nada, passa a ser uma pista de aterrisagem e decolagem de aviões, o que nos deixa sempre intrigados, que é na Ruta 9, próximo a cidade de Rocha. É uma pista de emergência com 2.300 metros de comprimento, com 45 metros de largura. Um fato bem curioso e com poucas existentes no mundo.
Chegada a Punta del Este
Depois de muitas horas na estrada, finalmente chegamos a Punta del Este, um dos destinos mais sofisticados do Uruguai. Ao entrar na cidade, já sentimos a diferença no clima e no ambiente. Ruas limpas, bem organizadas e um trânsito bem mais tranquilo do que estamos acostumados no Brasil.
Nossa primeira parada foi no apartamento que alugamos, este ficava a 250m da concentração da prova, o que nos gerou grande facilidade de locomoção. Como de costume, a equipe se divide entre diferentes acomodações, dependendo das disponibilidades e parcerias fechadas com a organização do evento. Após o check-in, subimos para o apartamento, deixamos nossas bagagens e fomos jantar.
Fomos ao nosso costumeiro restaurante, que tem um preço razoável. Os valores no Uruguai são bem altos, um prato que dividi com o Luiz, saiu em torno de R$ 100,00 para cada e era bem simples, nada de parrilla, entretanto bem servido. Retornamos ao nosso apartamento e o calor estava muito grande. Com o cansaço da viagem e após o banho refrescante, fui para os meus aposentos. Fiquei com uma cama na parte frontal da sala, que tinha janelões em toda a sua extensão, aproximadamente uns 6 a 8 metros de janelas, as quais ficaram abertas ao máximo, afim de facilitar a entrada do vento que vinha do mar. Mesmo assim, o calor era grande, e tivemos a brilhante ideia de deixar a porta de entrada, aberta, formando assim uma corrente de ar. A noite, não foi boa e só consegui dormir quando em determinado momento, o vento invadiu o apartamento, tornando possível dormir. O mesmo aconteceu com a Alice, que saiu do quarto onde estava e se acomodou em outra cama que ficava localizada em outra parte da sala.
Amanheceu no sábado, dia 8 de março e fomos para a Ironman Village, que fica localizado no Hotel Enjoy (antigo Conrad), onde são entregues os kits para os atletas, diversas lojinhas com itens de esportes, alimentação funcional, outros itens ligados a prova e onde pegamos as nossas credenciais, camisas e demais informações sobre os horários da prova.
A alimentação antes do evento precisa ser leve e balanceada, pois o dia seguinte promete ser longo e exigente. Escolhemos ir a um supermercado próximo, onde aproveitamos para comprar algumas especialidades do Uruguai, doce de leite, principalmente e encontrar algo para nossa refeição.
Em determinada seção do supermercado, descobrimos um buffet de comidas, fantástico, com diversas saladas, carnes e massas, todos muito bem elaborados. Acabamos por decidir que o melhor seria fazermos as nossas marmitas e levarmos para casa. Realmente foi a grande jogada. O mais interessante é que nas diversas vezes que estivemos em Punta del Este, nunca nos atentamos para esse detalhe, talvez por sempre nossa ida ao mercado, para as compras de produtos para levarmos ao Brasil, tenha sido na parte da tarde, após o almoço. Fizemos as compras e voltamos ao nosso apartamento para a refeição. Realmente foi a melhor opção que fizemos. Após o almoço e descansarmos um pouco, foi o momento de rodar um pouco pela cidade e rever alguns pontos e amigos que fizemos no decorrer dos anos. A noite o jantar já estava preparado, com as marmitas que compramos no supermercado e que foram para as duas refeições. Após isso, fomos para o nosso merecido descanso.
O grande dia: fotografando o Ironman 70.3 Punta del Este
O despertador tocou cedo, antes do nascer do sol. Um dos desafios de fotografar competições esportivas é estar sempre à frente dos atletas, o que significa madrugar e estar pronto antes mesmo dos primeiros competidores chegarem.
Já acostumado com essa rotina, levantei rápido, vesti minha roupa confortável e conferi novamente o equipamento. Tudo carregado? Cartões de memória formatados? Baterias cheias? Lentes limpas? Depois dessa checagem final, descemos para a reunião com toda a equipe.
Nos reunimos no hall para discutir detalhes da cobertura. O Luiz, como coordenador da equipe, repassou as diretrizes: horários de cada etapa, locais estratégicos para as fotos e recomendações para garantir que nenhum momento importante fosse perdido. Como o Ironman 70.3 envolve três modalidades — natação, ciclismo e corrida —, precisávamos nos dividir de forma eficiente para cobrir toda a prova sem sobrecarregar ninguém.
O evento começou com a natação. O mar de Punta del Este estava relativamente calmo e os primeiros raios de sol criavam um cenário incrível para as fotos. Para o primeiro ponto de fotos, que chamamos de PROMO, posicionei-me estrategicamente para capturar imagens dos atletas se preparando para a natação, buscando ângulos que valorizassem a grandiosidade do momento. A largada para a etapa de natação acontece em rolling start, que são os atletas largando em pequenos grupos de 5 ou 6, definidos pelos seus tempos de nado nos 1,9km. Fazemos fotos deles na areia também, mostrando toda a movimentação, concentração e ansiedade de muitos. Assim que largaram os primeiros atletas, procurei o Pablo, um fotógrafo local que fez dupla comigo e fomos para o local onde pegaríamos uma moto cada e partiríamos para os nossos próximos pontos de fotos.
A aventura em duas rodas – parte 1
Essa é uma parte sempre com muita emoção, por não sabermos o tipo e o estado das motos que nos aguardam e dessa vez não foi diferente. A moto que estava a minha disposição era do tamanho de uma daquelas antigas cinquentinhas, se fosse para eu pilotar, já seria pequena, imaginem para eu andar na garupa. Eu com esse meu corpinho de bailarino russo, ajeitando os meus 120kg de pura saúde e travessura, junto com equipamentos e banquinho. Cena digna de ser filmada e fotografada. O Pablo, sem grandes problemas, por ser esbelto, se adaptou melhor, muito melhor que eu. Como se não bastasse o tamanho da motocicleta, o estado da mesma era digno de um ferro velho ambulante. Pedaleiras de garupa? Para quê? Simplesmente inexistentes, o piloto, sentado praticamente no tanque da moto, eu com parte da bunda no banco e outra no bagageiro. Ao sentar, o piloto pega minha perna direita e acomoda o meu pé no parafuso do eixo da roda e a esquerda, com o mesmo movimento, no parafuso daquilo que um dia foi uma pedaleira. Me agarrei no bagageiro traseiro, como se fosse a minha única esperança de sobrevivência e mal sabia eu que era. Acelera a moto e partimos. Na ida, as motos e alguns poucos veículos autorizados, são os únicos que podem transitar pelas áreas fechadas, tanto na ida quanto na volta. Quando a moto começou a embalar, a sensação que eu tive é que eu estava em um rodeio, montando um touro, onde a cada divisão do concreto que reveste parte da beira mar, era como um coice do animal no rodeio. O piloto achava que estava no GP de motociclismo, não tanto pela velocidade, que pelo tamanho e peso que ela estava carregando, não deveria passar dos 80km/h, mas, pela instabilidade que apresentava. Em diversos momentos me veio em mente, parar e ficar em um ponto mais próximo, onde toda essa emoção cessaria. O comprometimento com o dever de entregar um bom trabalho afastou esse pensamento e continuei aguerrido, como o cowboy de montaria do rodeio, onde os 8 segundos dele, para mim eram nada menos que uns 15 a 20 minutos de tensão. Enfim avisto a rotunda de Punta Balena, ponto onde iria fotografar as bikes.
Fotogrando as Bikes
No ano de 2024, fiquei neste mesmo ponto só que na rotunda, onde não gostei muito das fotos. Nesse ano decidi ficar um pouco depois, onde eu tinha um espaço entre duas placas de trânsito, de aproximadamente uns 10 metros, pegando alguns atletas na curva e com toda a vista dos prédios de Punta del Este ao fundo, o que me geraram belas imagens. O posicionamento para esse tipo de foto é muito importante, para que as fotos demonstrem o traçado de cada atleta com uma bela imagem de fundo. O vento era tanto que em alguns momentos ficava difícil de segurar a câmera, estava com a 70 200mm e com um conversor 2x, mas, tudo deu certo. naquele bólido de 80km/h.
A aventura em duas rodas – parte 2
Quando deu o horário de deslocamento para o terceiro ponto, lá estava o meu piloto, versão de Valentino Rossi portenho, me aguardando. Quando avistei-o, nunca tive a sensação de que aquelas 2 horas haviam passado tão rapidamente, tamanho o desespero de passar por toda a experiência mais uma vez. Detalhe, que dessa vez, com atletas indo e vindo na mesma pista. “Que Deus nos guarde e cuide” foi o único pensamento que me veio em mente ao embarcar novamente Dessa vez a sensação de insegurança passou a ser um misto de pavor e arrependimento, mas, nada tinha a fazer a menos me agarrar no bagageiro como se fosse a Rose agarrada ao pedaço de madeira, no naufrágio do Titanic. Dessa vez, parecia que o ponto estava mais longe e realmente estava, até que ao chegarmos no ponto de onde partimos, havia uma barreira de grades e eu em um reflexo digno de copiloto de rali, indiquei uma passagem que daria dentro da área de transição das bikes. Os fiscais não entendiam nada, só observavam um barbudo gritando Prensa, Prensa, Prensa... E todos saiam da frente, indicando onde deveríamos passar. Após essa passagem estávamos chegando próximo ao ponto de fotos dos atletas na corrida dos 21k. Em determinada parte do caminho, ficou impossível de passarmos com a moto, visto o estreitamento da pista e onde os atletas também estavam indo e vindo. Como meu coração cansado já havia recebi demasiada carga de adrenalina no dia, pedi para que parasse a moto, o que me deu a sensação de renascimento, só faltou eu me ajoelhar e beijar o chão. Caminhei os últimos 4,5km a pé e em segurança.
A corrida
A corrida, que é sempre um dos momentos mais emocionantes da prova. Escolhi um ponto que fiquei próximo da hidratação e alimentação dos atletas, o suficiente para ser beneficiado e sem que atrapalhasse as imagens captadas. Esses pontos são administrados por escoteiros uruguaios. Acho que pela minha aparência de cansado, tinha uma escoteira que sempre me trazia, isotônico, água, refrigerante, água, bananada e barras de cereais, atendimento VIP. Fica aqui o meu agradecimento a todos. Na captura das imagens, fico sempre em busca dos rostos dos atletas que refletem o cansaço, a superação e a determinação, e é nesse momento que os melhores registros acontecem. Procurei posicionar-me em pontos estratégicos para capturar não só os atletas, mas também o público e o ambiente vibrante do evento. Fiquei ali por algum tempo até dar o horário para me deslocar para o derradeiro ponto da competição, que é a Finish Line, a chegada. E lá fui eu caminhando cerca de 5km de volta.
A chegada
Sempre é emocionante ver o semblante dos atletas ao cruzarem a linha de chegada nas provas do IRONMAN. Noto um misto de superação, alcance de seu objetivo e alegria. Nas fotos de chegada sempre temos três ou quatro fotógrafos em pontos específicos para que possamos fotografar todos os atletas e de ângulos diferentes. Normalmente eu fico me dividindo entre os closes e plano geral, pegando o portal. Nesse ponto de fotos o trabalho passa a ser animado pelo mais puro Regatom, ritmo que em bala a locução do animado Tony Lugo, principal locutor dos Ironman pela América do sul.
Após horas de trabalho intenso, a sensação de dever cumprido tomou conta. Cada clique representava um fragmento da história de superação daqueles competidores, e saber que minhas imagens ajudam a eternizar esses momentos me enchem de satisfação.
O encerramento e a volta para casa
Com a prova finalizada, o último passo era separar as fotos de cada fotógrafo e enviá-las dentro do prazo estipulado pela organização. Os cartões com as fotos foram entregues ao Luiz, que, à noite, em nosso apartamento, ficou responsável por enviá-las diretamente para a Empresa.
No dia seguinte, era hora de arrumar as malas e pegar a estrada de volta ao Brasil. Como sempre, a viagem de retorno foi recheada de boas conversas e aquela sensação de missão cumprida. Mais uma vez, o Ironman 70.3 Punta del Este nos proporcionou não apenas ótimos registros, mas também lembranças incríveis e novas histórias para contar.
Essa experiência reforça o que sempre digo: fotografar eventos esportivos é mais do que simplesmente apertar o botão da câmera. É estar atento a cada detalhe, prever momentos, lidar com imprevistos e, acima de tudo, contar histórias através das imagens.
E assim, mais um "Dia do Fotógrafo" chegou ao fim.